sexta-feira, 2 de maio de 2008
Ainda sobre heróis, anti-heróis e ideologias


O presente autor foi, nesse feriado (1º maio), ver o filme Homem de Ferro. Diferentemente de Jumper (vide postagem anterior), é um filme sobre super-herói, e, o que é melhor, sobre super-herói de verdade.

O Homem de Ferro, aliás, é um super-herói da década de 60, mais especificamente 1963, ano de sua criação por Stan Lee.

O argumento do filme não é nada mal: Tony Stark é um inteligente engenheiro e empresário norte-americano. Tony leva uma vida ao estilo norte-americano rico; fútil e preocupada com a maximização dos lucros. O seu negócio é vender armas tecnológicas que são compradas pelos exércitos de outros países. Faz isso, segundo ele, para “proteger as pessoas”.

Tudo muda, porém, quando o Stark é sequesrtrado por uma facção terrorista auto-intitulada “100 anéis”, que passa a obrigá-lo a reconstruir uma de suas mais mortíferas armas, o míssel “Jericó”.

No cárcere, ao invés de construir o afamado míssel, Stark constrói uma poderosa armadura blindada e foge, matando alguns dos terroristas. Voltar-se-á à questão terrorista adiante.

O filme prossegue com o retorno de Stark ao mundo dos negócios, ocasião onde ele anuncia o fim da produção de armas, arranjando, com isso, seu primeiro e clássico inimigo, Obadiah Stane, seu sócio nas empresas. Stane, ambicioso traficante de armas, com o tempo, consegue reproduzir a primeira armadura de Stark, transformando-se no “Monge de Ferro”.

Este é o ponto alto do filme: Stark, percebendo que as armas que fabrica vão, no final das contas, parar nas mãos de criminosos, decide fazer justiça com sua armadura, agora aprimorada. Com isso, vira, de vez, o Homem de Ferro. A frase-chave, neste ponto, é algo assim: “As armas que eu vendo para proteger as pessoas estão matando-as. Tenho que proteger as pessoas das armas que eu criei para protegê-las!”.

Voltando à questão questão terrorista, cumpre dizer que este é um grave erro do filme. Os produtores da película transformaram os criminosos receptores das armas de Stark em terroristas muçulmanos, repetindo, assim, o ranço contra o Islão. Esse ponto é digno de nota por duas razões muito intrigantes:

Primeira: os muçulmanos acossiados ao mal, no filme, indicam que as HQ´s são utilizadas como geradoras e divulgadoras de certas ideologias. E isso não é nenhuma novidade, basta lembrar as revistas do Capitão América, especialmente a edição onde o mencionado herói joga, com um soco, Adolf Hitler dentro de uma lata de lixo. Sabe-se que mencionado número da revista do América inlfuenciou toda uma geração de crianças, jovens e até adultos (com relação ao entretenimento e sua influência sobre as crianças, ver postagem anterior). Ainda com relação às HQ´s e sua mensagem geopolítica legitimadora, basta lembrar os quadrinhos do Fantasma, que lutava contra os terríveis pigmeus; nítido meio para se legitimar a colonização dos ingleses na África. Para Viana (2004), aliás, era o que acontecia com as revistas do Tarzan:


Tarzan, um nobre inglês, é o rei das selvas africanas, dos “macacos” e nativos, que se depara com civilizações antigas, exóticas, e promove a justiça e a ordem. Por detrás da máscara de “missão civilizadora”, o que temos é uma missão colonizadora.
Segunda: o filme não é fiel às origens. Originalmente, na década de 1960, os criminosos que seqüestravam Stark eram os vietcongues (não por acaso, pois, na época, os norte-americanos estavam em guerra contra o Viatnã). Isso denota, novamente, uma forte tendencia ideológica.

No mais, o filme traz, pelo menos, o retorno do verdadeiro super-herói, aquele que com seus superpoderes tenta salvar o mundo.

Como palavras finais, parece ser oportuno dizer que o Homem de Ferro não possui superpoderes, tais como os do anti-herói jumper. Sua única força está na sua armadura, e, apesar disso, ele resolve lutar contra o mal.

Assim sendo, tirando o fato lastimável de, no filme, o mal ser representado por muçulmanos, e, também, sabendo-se que um filme desses sempre tem, por trás de si, uma forte ideologia, pode-se destacar, como fator positivo, o fato de o filme trazer o retorno do verdadeiro super-herói: aquele que procura salvar o mundo.

REFERÊNCIAS

VIANA, Nildo. Revista Espaço Acadêmico. n. 35, abrl/2004. Disponível em: <http://www.espacoacademico.com.br/035/35cviana.htm>. Acesso em: 02 maio 2008.
posted by Donarte N. dos Santos Jr. @ sexta-feira, maio 02, 2008  
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Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: "Navegar é preciso; viver não é preciso". Quero para mim o espírito [d]esta frase, transformada a forma para a casar como eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo. Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade. É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça. (Fernando Pessoa)


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    Residente em:
    Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
    Formação:
    - É Licenciado em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
    - É Especialista no Ensino de Geografia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
    - É Mestre em Educação em Ciências e Matemática (PUCRS).
    - É Mestrando em Filosofia (PUCRS).
    Atuação Profissional:
    - Foi Técnico em Geoproce ssamento do L/li/liaboratório de Tratamento de Imagem e Geoprocessamento (LTIG) da PUCRS.
    - É Professor da Prefeitura Municipal de Porto ALegre.
    Título da primeira dissertação de mestrado:
    “Geografia do espaço percebido: uma educação subjetiva”, que alcançou grau máximo obtendo nota 10,0.

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